sexta-feira, 29 de fevereiro de 2008

A Lua, a chuva e o amanhã


Como estão todos? Como está a minha Lisboa? O meu Alentejo? Que novas há? Boas ou más.
Como vai a vida? Que tempo faz? O Camacho ainda aí está?
Coisas pequenas. Coisas quase nada. Perguntas de circunstância, que por norma se evitam.
Mas tão grandes e com respostas de ar puro para estes pulmões sufocados pelo exagero do tabaco e pela cláusura que a liberdade da distâcia oferece.
Por aqui, chove. Trabalha-se e vê-se chover. Pensa-se muito e volta-se a pensar, enquanto lá fora chove. Faz mais frio cá dentro que lá fora, mas sempre que estou fora da chuva, tenho calor, enquanto chove.
Agarro-me ao trabalho e seus desafios. Respiro cigarros e trabalho. Olho o futuro com esperança, embora longe, e ouço a chuva, enquanto aguardo novas do mundo que ainda quero como meu. E impaciente, aguardo a dormir acordado, que a Lua traga o calor e o sorriso que falta a esta minha sufocada vida chuvosa.

Amanhã deixo o Hotel Mondial da Graf-Adolf Strass. E entro numa nova casa, que pretendem minha, e que eu persisto em querer transformar em lar. Que a chuva e a Lua tragam a verdade.
Até amanhã!

Quem anda à chuva, molha-se. Resguardem-se e fiquem bem, à luz da Lua.

1 comentário:

Rogério Charraz disse...

Já sei que entretanto a Lua te iluminou com boas notícias. Cabe-me o ingrato papel de mensageiro da desgraça: o Camacho ainda cá anda!

Um abraço solarengo.